O ser humano não é movido apenas pelo prazer. Há algo que nos leva a ultrapassar a lógica simples de buscar o que é bom e evitar o que é ruim. O riso na tristeza e o choro na felicidade são exemplos disso: são manifestações que escapam da lógica direta.
Quando estamos muito tristes, o riso aparece como descarga, quase um mecanismo paradoxal, uma forma do inconsciente lidar com o excesso de dor.
Quando estamos muito felizes, choramos porque o corpo não consegue se manter apenas na leveza do prazer, a emoção é tão intensa que transborda em lágrimas.
Ou seja: no limite das emoções, não seguimos apenas o princípio do prazer, mas entramos em territórios onde vida e morte, dor e gozo, alegria e sofrimento se confundem.